Amortecedores desgastados afetam a sua segurança. Saiba como!
Muitos motoristas acreditam que os amortecedores servem apenas para garantir o conforto e evitar solavancos.
No entanto, a verdade é muito mais séria.
Eles fazem parte do chamado Triângulo da Segurança (Pneus, Freios e Suspensão).
Quando um deles falha, todo o equilíbrio do veículo é comprometido.
Neste artigo, entenda como o desgaste afeta a dirigibilidade e conheça as práticas para você economizar e dirigir com tranquilidade.
O que são e para que servem os amortecedores?
Você já sentiu o carro “balançar” mais do que o normal após passar por um quebra-molas?
Ou talvez tenha notado que a frente do veículo mergulha excessivamente durante uma frenagem?
Se a resposta for sim, você pode estar ignorando um dos componentes mais vitais para a sua segurança: o amortecedor.
Basicamente, os amortecedores são componentes do sistema de suspensão que controlam o movimento das molas.
Sem eles, o carro continuaria pulando como uma mola maluca após cada irregularidade na pista.
A saber, a principal função do amortecedor é manter o contato permanente do pneu com o solo.
Sendo assim, se o pneu perde contato com o asfalto, você perde o controle sobre a direção e a frenagem.
Em geral, um amortecedor com 50% de desgaste pode aumentar a distância de frenagem em até 2 metros a uma velocidade de 80 km/h.
Neste contexto, em uma situação de emergência, estes dois metros são a diferença entre um susto e um acidente grave.
Riscos reais: Situações onde o amortecedor desgastado falha
De fato, para entender a gravidade do problema, vamos analisar situações cotidianas onde o desgaste dessa peça coloca sua vida em risco:
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Aquaplanagem em dias de chuva
Imagine que você está em uma rodovia e começa a chover.
Neste contexto, com amortecedores em bom estado, a suspensão pressiona o pneu contra o asfalto, ajudando os sulcos a drenarem a água.
Em geral, se o amortecedor estiver “vencido”, o pneu tende a flutuar sobre a lâmina d’água muito mais cedo.
Como resultado, você perde a tração e o carro desliza sem controle.
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O perigo das curvas acentuadas
Ao entrar em uma curva, o peso do carro é transferido para o lado externo.
Dessa forma, amortecedores desgastados não conseguem estabilizar essa transferência de massa.
O resultado?
A carroceria inclina excessivamente (efeito “rolagem”), as rodas internas perdem aderência e o risco de capotamento ou saída de pista aumenta drasticamente.
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Frenagem de emergência (O “mergulho”)
Quando você pisa fundo no freio, a frente do carro tende a baixar.
Neste caso, se os amortecedores dianteiros estiverem ruins, esse movimento é violento, tirando o peso das rodas traseiras.
Isso faz com que as rodas de trás travem mais facilmente (ou o ABS atue prematuramente), assim, aumentando consideravelmente a distância necessária para o carro parar totalmente.
Como identificar o desgaste? Sinais que o carro emite
Diferente de um pneu furado, o desgaste do amortecedor é gradual.
O motorista acaba se acostumando com a perda de performance.
Portanto, fique atento aos seguintes sintomas:
- Vibrações no volante: Mesmo em pistas lisas.
- Desgaste irregular dos pneus: Se você notar “escamas” ou manchas de desgaste na banda de rodagem, a roda está pulando excessivamente.
- Vazamento de óleo: O fluido hidráulico visível no corpo do amortecedor é um sinal claro de que a peça precisa de troca imediata.
- Balanço excessivo: O carro demora a estabilizar após passar por irregularidades.
Como prolongar a vida útil dos seus amortecedores?
Em geral, a durabilidade média de um amortecedor gira em torno de 40.000 a 50.000 km, mas isso depende diretamente do seu modo de conduzir.
Então, siga estas orientações para fazer o componente durar mais:
1. Cuidado ao passar por lombadas e valetas
A regra de ouro: Passe sempre de frente e em baixa velocidade.
- Por que: Muitos motoristas passam “de lado” (na diagonal). Isso gera uma força de torção desnecessária na suspensão e nos batentes, dessa forma, acelerando o surgimento de folgas e ruídos.
2. Atenção à carga máxima
Respeite o limite de peso do manual do proprietário.
- Se você costuma carregar o porta-malas com ferramentas pesadas ou mercadorias diariamente, a haste do amortecedor trabalha constantemente em um ponto de pressão mais alto, o que causa o superaquecimento do fluido interno e a perda precoce de ação.
3. Mantenha o alinhamento e balanceamento em dia
A saber, pneus desbalanceados geram vibrações constantes que são absorvidas diretamente pelo amortecedor.
- Dica: Faça o serviço de geometria a cada 10.000 km ou sempre que cair em um buraco profundo. Em geral, isso evita que o amortecedor tenha que “trabalhar dobrado” para compensar a má postura das rodas.
4. Evite o “rebaixamento” amador
Cortar molas ou instalar kits de suspensão de baixa qualidade altera toda a geometria projetada pela montadora.
- Consequência: O amortecedor passa a trabalhar fora do seu curso ideal, desse modo, batendo no final do curso (“fim de curso”) e estourando as válvulas internas em poucos meses.
5. Verifique os componentes periféricos (Kits)
O amortecedor não trabalha sozinho. Ele possui coxins, batentes e coifas.
- Dica: Se a coifa estiver rasgada, entrará areia e poeira na haste do amortecedor. Esses resíduos agem como uma lixa, destruindo o selo de vedação e causando vazamento de óleo. Sendo assim, trocar um kit de batente barato pode salvar um amortecedor caro.
Devo trocar os amortecedores aos pares?
Sim, esta é uma recomendação técnica unânime entre fabricantes como Nakata e Kayaba.
Em geral, se você trocar apenas o amortecedor do lado direito que estourou, o lado esquerdo (já usado) terá uma carga de pressão diferente.
Isso cria um desequilíbrio na estabilidade do veículo.
O carro terá comportamentos diferentes em curvas para a esquerda ou para a direita, comprometendo a sua previsibilidade ao dirigir. Sendo assim, sempre realize a troca no mesmo eixo (os dois dianteiros ou os dois traseiros).
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