Troca de Correia

A correia dentada, como diz o nome, possui dentes, que são responsáveis pelo sincronismo entre a parte de baixo do motor e a parte de cima, peça de extrema importância para o motor do veículo.

É ela que liga o eixo-comando de válvulas ao virabrequim do motor, promovendo um sincronismo e fazendo com que as válvulas de admissão e de escapamento sejam abertas e fechadas no momento exato.

A correia dentada mantém o sincronismo entre o virabrequim, que passa a força do motor para as rodas, e o comando de válvulas, que a peça responsável pela entrada e saída de gases no cilindro. O fato é que se a correia dentada arrebentar, o motor simplesmente não funciona mais.

E se por acaso o rompimento da mesma acontecer com o motor funcionando, há o risco de ocorrer danos em outras peças do motor. Sem a correia dentada, o motor perde o já citado sincronismo, o que causa choque direto e desordem entre os componentes internos como válvulas, pistões, cabeçote e bielas.

Outros problemas podem ocorrer como: polias gastas, desalinhamento das polias, correias frouxas, excesso de tensão, desgaste excessivo ou estrias causadas pelo trabalho, graxa ou óleo em excesso na correia e flange da polia danificada.

Quando revisar e trocar a correia dentada?

Saiba que não é possível identificar os problemas numa correia sem antes desmontar algumas partes do motor. Por isso, é necessário acompanhar a quilometragem ideal para ir até uma oficina trocar ou verificar o estado da peça.

Importante ressaltar que não só a correia deve ser substituída, mas deve-se fazer a revisão do conjunto conhecido como ‘transmissão de força’. Ele é composto também por polias e tensionadores.

Mecânicos especialistas recomendam que essa revisão seja feita de seis em seis meses ou a cada 10 mil quilômetros rodados. Mas é importante ressaltar que a troca irá depender do estado da correia e do modelo do veículo. Nesse caso, consulte um profissional e o manual do fabricante. Num geral, não se deve ultrapassar 50 mil quilômetros com a mesma correia.